sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Verdadeiro Sentido de Amar

Tantas pessoas que não sabem pra onde ir
Presas em pensamentos obscuros reluzentes da paixão
Pessoas que tudo dariam para se ver livres de tal angustia
Mas por insistência no orgulho permanecem estúpidas e paradas aguardando a volta de seu “grande amor”.

Amor tão grande quanto o vazio causado intencionalmente por sua ausência
Tão longe, quanto às lembranças que vem e vão causando uma imensa nostalgia
Libertar-se parece tão difícil, mas ao mesmo tempo tão necessário!
Porque o que te faz tão bem se revolta e faz justamente o contrario?

Eu sei é tudo sem sentido, mas ceder aos caminhos do amor é arriscado
Nunca se sabe por qual feixe de luz e lugares sombrios trilharás
Se entregue sem medo quando houver de se amar
Não deixe que sentimentos se percam sem ao menos tentar

E caso a falta deste adormeça sua capacidade de lutar
Não desista, abra sua mente e seu coração para outras oportunidades de ser feliz
Quem sabe essa dor que te prende, seja uma forma de ensinamento
Talvez alguém tão belo quanto o que sentes possa suprir essa falta
Completar-te como você nunca imaginou e amar-te sem medo de errar!

 

















Autor: Raul Diamantino

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Louco sou eu...


Ou você que apenas me julga sem notar
que a loucura é a minha arte,
sou artista privilegiado em meio a uma multidão.
Tal multidão que em sua grande maioria
abriga alienados e cultivadores da ilusão...
Tratar da realidade não deve ser fácil
pra você que vive o mesmo movimento de giro em seu circulo rotineiro,
suas fichas estão mais ultrapassadas que sua própria geração,
seus atos sujos tentam se justificar buscando abrigo nos objetivos alcançados.
É difícil entender que passar por cima de outro ser pra conseguir o que deseja é imoral?
Mas quem sou eu pra te falar de moral,
me julgam louco,
loucos possuem moral?


Autor: Raul Diamantino

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deus Salve a Africa!

(Foto: Sebastião Salgado)


Imploro simplório abster-se de ti,
Quem foi que te disse que tua casa tem de ser em meu ser?
Não foi eu quem a trouxe, não sou eu quem te alimenta
Porque insiste que tua casa tem de ser em meu ser?
De onde vem a desigualdade, é pra onde levaram nossas riquezas
Nos deram ilusões, arrancaram-nos de nossas famílias
Levaram-nos esmagados para um paraíso sem paz
Onde a violência, os chicotes, nos revelou toda uma prostituição
Nossas filhas, nossas mulheres, também sofreram de escravidão
Usaram-nos e jogaram-nos no lixo terrestre,
às margens da sociedade é minha morada permanente.
Não há tempo que apague suas marcas traiçoeiras,
Nem o Sol que aquece nossos corpos, purifica toda esta sujeira
E agora o que me resta é esconder-me de ti, oh miséria
Não foi eu quem a trouxe, porque tanto me tormenta?
Porque insiste que tua casa tem de ser em meu ser?
Oh Deus, se mesmo existe, livrai-nos do oportunismo alheio,
Curai-nos das doenças malignas depositadas contra nosso povo
Será que por sermos os primeiros habitantes da terra,
teremos que viver até os últimos dias para podermos ver-nos livres de toda essa miséria?
Algo foi feito pra merecer, ou talvez, seja uma forma de alguém aprender.
Vendo nosso sangue escorrer, nossas crianças nascendo pra logo morrer, e nosso sorriso...
Apesar de tudo, permanecer!

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