sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deus Salve a Africa!

(Foto: Sebastião Salgado)


Imploro simplório abster-se de ti,
Quem foi que te disse que tua casa tem de ser em meu ser?
Não foi eu quem a trouxe, não sou eu quem te alimenta
Porque insiste que tua casa tem de ser em meu ser?
De onde vem a desigualdade, é pra onde levaram nossas riquezas
Nos deram ilusões, arrancaram-nos de nossas famílias
Levaram-nos esmagados para um paraíso sem paz
Onde a violência, os chicotes, nos revelou toda uma prostituição
Nossas filhas, nossas mulheres, também sofreram de escravidão
Usaram-nos e jogaram-nos no lixo terrestre,
às margens da sociedade é minha morada permanente.
Não há tempo que apague suas marcas traiçoeiras,
Nem o Sol que aquece nossos corpos, purifica toda esta sujeira
E agora o que me resta é esconder-me de ti, oh miséria
Não foi eu quem a trouxe, porque tanto me tormenta?
Porque insiste que tua casa tem de ser em meu ser?
Oh Deus, se mesmo existe, livrai-nos do oportunismo alheio,
Curai-nos das doenças malignas depositadas contra nosso povo
Será que por sermos os primeiros habitantes da terra,
teremos que viver até os últimos dias para podermos ver-nos livres de toda essa miséria?
Algo foi feito pra merecer, ou talvez, seja uma forma de alguém aprender.
Vendo nosso sangue escorrer, nossas crianças nascendo pra logo morrer, e nosso sorriso...
Apesar de tudo, permanecer!



Link para essa postagem


Um comentário: